

O Centro de Formação São Miguel Febres Cordero Muñoz é o centro de formação da MB Education e serve todas as escolas e centros do grupo.
Falámos com o Dr. António José Sarmento, Diretor de Formação e do Centro, sobre o que faz, para quem trabalha e o que isso significa para as famílias, e acompanhámos o dia de formação que reuniu os professores a 27 de outubro.

O que é o Centro de Formação São Miguel Febres Cordero Muñoz?
É o centro de formação da MB Education e serve todas as escolas e centros do grupo. Coordena, desenvolve e acompanha a formação de toda a comunidade educativa: lideranças, docentes, não docentes e famílias.
Não nos limitamos a organizar ações. Identificamos necessidades, articulamos prioridades, desenvolvemos recursos e acompanhamos a aplicação do que se aprende.
Porque precisa um grupo de escolas de um centro comum?
Porque cada escola do grupo tem a sua história, a sua identidade e as suas necessidades. Essa diversidade pede duas coisas ao mesmo tempo: respeito pelo contexto de cada escola e uma capacidade comum de desenvolvimento profissional, de partilha de conhecimento e de melhoria das práticas.
Acreditamos que esta maneira de atuar é compatível com a construção progressiva dum ideário comum e de um sentimento efetivo de pertença ao Grupo MB Education.
O Centro complementa o trabalho das direções das escolas e não o substitui.
Porque tem este nome?
São Miguel Febres Cordero Muñoz foi religioso dos Irmãos das Escolas Cristãs, professor e autor de manuais escolares, e foi canonizado em 1984. A sua figura lembra a centralidade do educador, a dedicação ao ensino e a convicção de que educar é muito mais do que transmitir conhecimentos. O Centro inspira-se nesta visão exigente e humana da educação.
Qual é a missão do Centro?
Promover o desenvolvimento profissional e educativo das comunidades escolares da MB Education, através da formação, da inovação pedagógica, da produção de conhecimento e do acompanhamento das práticas.
Queremos ser uma referência interna de aprendizagem, capaz de transformar conhecimento e reflexão em melhores práticas educativas, de reforçar a colaboração entre escolas e de apoiar o crescimento da rede sem perda de identidade.
Não nos limitamos a organizar ações. Acompanhamos a aplicação do que se aprende.Dr. António José Sarmento

Um dia de formação para os professores
O Centro reuniu o corpo docente dos colégios num Dia de Formação e Desenvolvimento Profissional.
O dia juntou momentos em grande grupo, no auditório, e sessões de trabalho em sala, em grupos mais pequenos. É o modelo que o Centro defende: compreender, experimentar e refletir em conjunto.

Que referências partilham as escolas do grupo?
A dignidade de cada pessoa e a formação integral, a procura da verdade, a liberdade e a responsabilidade, o cuidado, a solidariedade e o serviço, a exigência académica e humana, a qualidade das relações educativas e o educador como presença, referência e exemplo, dentro duma matriz cristã que procuramos que esteja sempre presente, mas adaptando-se também à proposta das escolas não confessionais do Grupo.
Uma linguagem comum não uniformiza os projetos educativos: cada escola conserva a sua identidade.
Para quem trabalha o Centro?
Para quatro públicos complementares. As lideranças, como diretores pedagógicos, coordenadores e diretores de turma. Os docentes, com formação pedagógica e didática e reflexão sobre a prática. Os não docentes, cujo contributo para o ambiente educativo e para o cuidado dos alunos reconhecemos. E as famílias, com iniciativas que reforçam a parceria entre a escola e a casa.
Todos os adultos da comunidade escolar têm uma responsabilidade educativa, ainda que com funções diferentes.
Como trabalha o Centro?
Em quatro frentes que se completam: formar e capacitar; inovar e desenvolver instrumentos, como oficinas, guiões e ferramentas para problemas educativos concretos; produzir e partilhar conhecimento entre escolas; e acompanhar a aplicação do que se aprende, com apoio em contexto, observação e feedback.
Levar a aprendizagem para o dia a dia da sala de aula é a finalidade da formação, e não apenas um indicador a verificar no fim.
Que tipo de formação defendem?
Uma formação contínua, progressiva e orientada para a prática. Parte de necessidades reais, apoia-se em conhecimento pedagógico fundamentado, liga conceitos a decisões do quotidiano e valoriza o trabalho entre pares.
Levar a aprendizagem para o dia a dia da sala de aula é a finalidade da formação.Dr. António José Sarmento



Que programas oferece?
Um programa estruturante de Identidade e Cultura Educativa, que ajuda cada comunidade a traduzir a cultura do grupo em critérios, relações e práticas.
Programas ligados aos modelos e projetos educativos do grupo, como o Modelo Educativo Virtus e os projetos que o concretizam: Formação de Valores, Educação Estética e Cultural («Amar o Belo»), literacias tecnológicas e inteligência artificial («Pensar com Máquinas») e o acompanhamento na Direção de Turma.
E formação transversal em didáticas, avaliação, inclusão, gestão da sala de aula, comunicação, liderança, tecnologia educativa e proteção e cuidado.
Por onde começa o trabalho do Centro?
Pelas lideranças. A formação de diretores e responsáveis de coordenação é uma prioridade, dada a sua influência na qualidade da ação educativa e no desenvolvimento das equipas.
E as famílias?
Também fazem parte. Um dos nossos objetivos é envolver as famílias em oportunidades de formação e de reflexão relevantes para a missão educativa. Educar é uma tarefa partilhada, e a formação também deve ser.
Educar é uma tarefa partilhada, e a formação também deve ser.Dr. António José Sarmento
Como se sabe se a formação resulta?
A qualidade de um percurso não se mede apenas pela satisfação de quem participa. Olhamos para a participação, para o que se aprendeu, para a forma como isso passou para a prática e para o contributo para a melhoria de cada escola.
Todos os anos, o Plano de Formação é revisto à luz desta avaliação.
Que papel tem a tecnologia no Centro de Formação?
A tecnologia serve a missão do Centro, mas não a substitui. O ITINERIS, plataforma que suporta o Centro e encerra o seu Centro de Recursos e Academias de Formação, é a infraestrutura digital de apoio à formação e à gestão do conhecimento, e usamos ferramentas digitais com atenção à simplicidade, à acessibilidade e à proteção de dados.
Que lugar tem a cultura de escola católica na formação?
O Centro tem uma responsabilidade particular em clarificar e aprofundar a cultura de escola católica que inspira o grupo. Essa cultura dá sentido comum à formação, sem anular a identidade própria de cada escola. Queremos educadores capazes de a compreender, viver e transmitir.
As escolas da MB Education






